Continua no Canetas Coloridas

Quando criei o blog Diário de Leituras estava muito empolgada e queria um canto só para o Projeto 12 Livros em 12 Meses. Tentei, tentei e tentei. Mas quem me conhece mais de perto sabe que minha vida anda um caos e que o tempo livre tem sido algo muito raro para mim, logo está muito difícil manter 2 blogs (sim, tem ainda o The One With The Quotes, mas esse é bem mais tranquilo de atualizar).

Por isso, decidi parar de atualizar o Diário de Leituras. Não vou deletá-lo, ele continuará aqui, mas seus posts serão incorporados ao Canetas Coloridas, meu blog pessoal, o que inclui os posts do Projeto 12. Acredito que isso facilitará minha vida de blogueira (rs). Continuarei lendo e resenhando, mas sem a obrigação de fazê-lo semanalmente. Quando a leitura deixa de ser livre e passa a ser dever, perde a graça, pelo menos para mim.

É isso. Continuem me acompanhando .

201 Mensagens para vencer

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Livro: 201 Mensagens para vencer


Autor: Diana Lerner

Editora: V & R






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Segundo o site da editora, "estas 201 mensagens dirão a quem precisar, que existe uma oportunidade de conseguir aquilo que se busca". Esta pequena obra não é literária, e sim um "livro-presente". Uma coletânea de frases ditas por pessoas célebres com o intuito de incentivar e motivar. Ideal para ser dado como presente para os amigos - e também para aqueles com quem não temos tanta intimidade, por que não? - e para quem coleciona citações.

Marcado pelo passado

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Livro: Marcado pelo passado

Autor: Georgia Aegerter

Ano: 2003
 
 
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O interesse em ler este livro surgiu primeiramente por ele ter sido escrito por uma amiga muito querida. Além disso, sou adepta ao gênero suspense/policial/investigação criminal e sua sinopse me despertou a vontade de lê-lo. Não me arrependi.

Pode parecer um tanto óbvio, mas o que mais gostei no livro foi da história em si. A trama é envolvente, os personagens são interessantes, prendendo a atenção do leitor. Tudo bem construído. Drama, romance, ação e suspense em um único livro.

O cenário principal da história é a Alemanha, ainda que algumas partes se passem em outros países. Bem Hallmann é proprietário de um grande jornal e vê sua vida virar de cabeça para baixo quando quatro pessoas aparecem mortas e ele é o principal suspeito. De repente, todos à sua volta correm perigo, principalmente sua amada Gabriella. A intrigante trama vai muito além de assassinatos, tratando de temas delicados, como a bioética.

Tenho tido pouquíssimo tempo para ler, então aproveitei um dia livre e li “Marcado pelo passado” inteirinho em um domingo. Quando eu dava uma pausa na leitura, ficava pensando no que iria acontecer em seguida.

Sou atenta aos pequenos detalhes e achei interessante o fato de que os capítulos não têm títulos, mas cada subcapítulo leva o nome do personagem que mais enfatiza.

No final do livro há ainda uma pequena seção intitulada “Fatos que parecem absurdos, mas que realmente aconteceram”, que elenca os trechos que concordam com a realidade, o que há de verdadeiro na história e inspirou a autora.

Não existe versão física de “Marcado pelo passado”, ele está disponível apenas em PDF e pode ser baixado diretamente do blog da Georgia ou pode ser lido online em seu próprio blog.


Entrevistando o Autor

Diário de Leituras: De onde você é e qual a sua formação?
Georgia: Eu sou do Rio de Janeiro, mas há 16 anos vivo na Alemanha. Fiz Pedagogia e o Teologia.

DL: Desde quando você escreve?
G: Eu escrevo pequenos contos desde que eu tinha 12 anos.

DL: Como surgiu a ideia para o livro "Marcado pelo passado"?
G: Eu sempre quis escrever um romance, mas nunca parava minhas atividades normais para fazê-lo. Quando fui mãe pela primeira vez, perdi muitas vezes o sono durante à noite depois de amamentar o bebê, aí pensei em usar esse tempo para escrever "Marcado pelo passado".

DL: Você se identifica com algum dos personagens? Eles foram inspirados em alguém ou totalmente inventados?
G: As personagens com quem me identifiquei foram a Gabriella quando crianca, pois ali relatei algumas coisas que me aconteceram (mas todo o restante é pura fantasia, rs) e a D. Aurora, que vive até hoje e acabou de completar 80 anos. Essas personagens são parte da minha história.

DL: Como foi o seu processo de escrever? Teve um horário ou local certo para isso?
G: Horário não tive não, mas local sim. Foi no nosso pequeno escritório.

DL: Quais você acredita serem seus pontos fortes e pontos fracos em relação à escrita?
G: O ponto fraco da minha escrita é que depois de 7 anos sem praticamente escrever o português (a minha língua mãe), nesse romance eu o resgatei. Embora minha concordância estivesse muito ruim, mesmo corrigindo aqui e ali, há erros nesse estilo. O ponto forte seria o da pesquisa. Muitas coisas que aconteceram aqui na Europa entraram para a trama do livro. Você fica sabendo quando termina de lê-lo, pois no finalzinho eu coloquei as datas com os acontecimentos reais.

DL: O que você está lendo no momento?
G: Estou lendo um livro em alemão que conta a estória de um jovem que se apaixona por uma menina da escola e ela vai mostrar pra ele um mundo completamente diferente do que ele conhece, a comecar pelo nome dela: Alasca.

DL: Qual é seu autor e livro favoritos?
G: Não saberia dizer, pois são muitos.

DL: Que conselhos você daria para quem quer escrever um livro?
G: Vou deixar uma dica: seja convincente. Quem está lendo, precisa ser convencido de que o que você escreveu é verdade.

DL: Pretende continuar escrevendo? Já tem ideias para um próximo livro?
G: Eu tenho uma ideia para o próximo romance, mas ando cheia de preguiça para ficar tantas horas sentadas. Todos os dias uma luzinha aqui dentro se acende e me pergunta: não vai começar hoje a escrever?

DL: Para quem você indica "Marcado pelo passado"?
G: Pra todo mundo que gosta de romance, trama, suspense, crime com um fundo de verdade.


Ge, agradeço mais uma vez a entrevista! Ah, e vc deveria obedecer essa luzinha que acende dentro de você e escrever logo outro livro! rs
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* Essa foi a minha leitura de março para o Projeto 12 Livros em 12 Meses.

Resenhas de Fevereiro

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Já chegamos ao segundo mês do nosso Projeto 12 Livros em 12 Meses. Essas são as resenhas referentes aos livros lidos em fevereiro pelos nossos participantes:



Imprevistos acontecem, logo têm sempre algumas pessoas que não conseguem concluir suas leituras, mas estou satisfeita porque a maioria conseguiu "atingir suas metas", ler e postar a resenha. Parabéns mais uma vez a cada um!!!

E você, que visita o Diário de Leituras, pode conferir as dicas da lista acima e nos ajudar a divulgá-la.

Dicionário de cultura literária

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Livro: Dicionário de Cultura Literária: 100 Citações e 100 Personagens Célebres

Autor: Benedicte Lanot, Pierre Presumey, Frank Lanot, Emmanuel Deschamps

Editora: Difel

Ano: 2002






Adoro a seção de lançamentos e dicas de livros, CDs e DVDs que costuma ter no final das revistas. Estava lendo tal seção da Revista Nova Escola e vi a sinopse deste livro. Na mesma hora decidi comprar, mesmo isso só tendo acontecido tempos depois. Gosto muito do tema "literatura" e o fato de permitir uma leitura pontual também me chamou a atenção.

É realmente um dicionário, ou uma enciclopédia resumida, de personagens da literatura mundial, dividido em duas partes. A primeira traz situação, caracterização, análise e projeção de cada personagem. A segunda traz citações, algo que eu adoro!

Talvez minha única crítica seja a escolha dos personagens: faltaram alguns muito importantes, que deram lugar a outros não tão conhecidos. Porém, isso acabou me permitindo conhecer novas “figuras”.


A leitura é "prática" por se tratar de um dicionário. São 1-2 páginas para cada personagem, então é um bom livro para quem tem pouco tempo para ler. Dá para fazer pausas na leitura sem prejudicar a linha de pensamento, visto que um "capítulo" não depende do outro.



Mentes & manias

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Livro: Mentes & manias


Autor: Ana Beatriz Barbosa Silva

Editora: Gente

Ano: 2004
 
 
 
 
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Este livro parte do princípio que “de louco todo mundo tem um pouco”, mostrando que de perto ninguém é totalmente normal.

A autora discorre com uma linguagem simples e de maneira direta sobre as compulsões mais comuns e conhecidas, como o TOC – Transtorno Obsessivo-Compulsivo.

Vale lembrar que os comportamentos obsessivos trazem o desconforto, provocando assim a ansiedade, enquanto os comportamentos compulsivos buscam, de certo modo, uma forma de alívio.

Na minha opinião, o capítulo mais interessante é o sétimo, intitulado “Espectro TOC: este arco-íris tem muito mais de sete cores”, que lista diversos transtornos e caracteriza cada um, dividindo-os em dois grupos: o pólo da compulsividade, em que a pessoa quer fugir do risco e do sofrimento, e o pólo da impulsividade, quando a pessoa busca o risco e o prazer.

Porém, o capítulo que mais gostei foi o décimo-primeiro: “As pequenas manias nossas de cada dia”, que traz vários exemplos de alguns dos transtornos citados acima e de simples manias por meio de personagens de desenho animado, seriados de TV e de pessoas famosas.


* Resolvi dar mais uma semana para quem ainda não enviou sua foto para o post especial. Repetindo: farei um post mostrando os "escritórios" dos meus queridos amigos e leitores. Envie até o dia 16/02 uma foto da sua mesa - aquele cantinho especial que você usa para estudar, trabalhar, onde fica seu computador, enfim - para meu e-mail (pensamentosoltos@gmail.com). Não é obrigatório, mas se quiser envie junto com a foto uma breve descrição da foto.


* Quer ganhar um livro? Participe do sorteio.
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Pobre não tem sorte

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Esse é um post triplo. Primeiro, a resenha de Pobre não tem sorte. Em seguida, uma super entrevista com sua autora, Leila Rego. Por fim, a primeira promoção do Diário de Leituras.

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Livro: Pobre Não Tem Sorte

Autor: Leila Rego

Editora: All Print

Ano: 2009



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Antes de ler o livro, uma das coisas que mais me interessou nele foi o fato de ser produto nosso, já que sua simpática autora é brasileira e eu valorizo muito a cultura nacional. Às vezes temos a tendência de supervalorizar autores estrangeiros, quando temos ótimos escritores no nosso próprio país.

A personagem principal, Mariana, é uma patricinha que só pensa em grifes. É ao mesmo tempo especial e comum, por isso qualquer uma de nós pode se identificar facilmente com ela. O ponto em que sou muito diferente dela é a futilidade, talvez sua principal característica. Não sou nada fútil, nem um pouco perua. Vaidosa, sim, mas “com moderação”. Além disso, ela se importa exageradamente com opiniões alheias, enquanto eu não estou nem aí pro que vão pensar de mim.

Bom, a história começa no dia do idealizado casamento da protagonista, quando seu noivo decide que não devem se casar agora, pois ele tem dúvidas, não sabe se é isso que quer para sua vida. A partir desse acontecimento, que cai como uma bomba nos sonhos de Mari, a história se desenvolve.

Um livro bem mulherzinha cheio de pitadas de humor. Recomendo para quem não perde uma chick-lit!


 
Entrevistando o Autor


Diário de Leituras: De onde você é e qual a sua formação?
Leila Rego: Nasci no Paraná, mas fui criada no Mato Grosso. Atualmente moro no interior de São Paulo. Sou Bacharel em Turismo.

DL: Desde quando você escreve?
LR: Escrever seriamente, como fiz em Pobre Não Tem Sorte, tem pouco tempo. Uns 4 anos, talvez. Sempre gostei de escrever. Na adolescência fazia agendas, adorava redação, escrever poesias, etc.

DL: Como surgiu a idéia para o livro "Pobre não tem sorte"?
LR: Quando escrevi os primeiros rascunhos de PNTS eu nem sonhava que um dia ele se tornaria um livro. Na época comecei a escrever para me distrair e diria até que era uma forma de terapia, pois atravessava uma fase bastante difícil. Bem mais tarde é que fui levar o livro a sério.

DL: Você se identifica com algum dos seus personagens? Eles são inspirados em alguém ou são totalmente inventados? Você conhece alguém como a Mariana?
LR: Não me identifico com nenhum deles, mas conheço pessoalmente quase todos (rsrsrs). Criei os personagens com uma mistura muito grande de pessoas que conheci, que vi de perto sem conhecer muito, de quem ouvi descrições, e por aí vai. E, claro, muita imaginação também.

DL: Como é o seu processo de escrever? Imagino que com filhos pequenos isso seja um tanto difícil, mas você tem um horário ou local certo para isso?
LR: Não tenho uma rotina regrada. Eu escrevo quando sobra uma brecha, mas principalmente quando estou inspirada. Já aconteceu de estar sozinha em casa, de frente para o computador e não sair nem meia linha. À noite é que surgem as melhores idéias. Se não tenho o computador por perto, anoto para depois aplicá-las no contexto.

DL: Quais você acredita serem seus pontos fortes e pontos fracos em relação à escrita?
LR: Nunca fiz curso de escrita, nem me preparei para isso. Simplesmente aconteceu e segui com meu objetivo. Preciso ler mais livros de gêneros que não tenho o hábito de ler, preciso também estudar mais a gramática para estar com o Português sempre afiado... O ponto forte é a criatividade e a força de vontade para terminar o que começo e realizar meus sonhos.

DL: O que você está lendo no momento?
LR: Estou lendo 1808, de Laurentino Gomes

DL: Qual é seu autor e livro favoritos?
LR: Adoro Marian Keyes e Sophie Kinsella. No gênero “Chick Lit”, para mim, elas são as melhores. Livros favoritos: toda a série Harry Potter e A irmã de Becky Bloom.

DL: O que gosta de fazer nas horas de lazer?
LR: Sair com minha família para curtir um dia ensolarado aqui no condomínio onde moro, ir ao cinema com o maridão, bater papo com minhas amigas...

DL: Que conselhos você daria para quem quer escrever um livro?
LR: Para aqueles que desejam escrever e publicar um livro eu incentivo a ir em frente e realizar esse sonho. Acho que tem espaço para muitos escritores e este país precisa de mais cultura e, principalmente, de literatura. Não deixe a primeira dificuldade ou desânimo te alcançar.

DL: Para quem você indica "Pobre não tem sorte"?
LR: Para todos que querem relaxar, se divertir e rir um pouco. PNTS é um livro leve e gostoso de ser lido. Há quem o devore em uma manhã de sol na praia.


Twitter: @LeilaRego





É com empolgação que anuncio a primeira promoção do DL, em parceria com a Leila. Aposto que vc gostou do livro resenhado acima e ficou com vontade de lê-lo. Que tal ganhar um exemplar autografado? É simples!


1. Preencha esse formulário.

2. Vale ressaltar que o(a) ganhador(a) cobrirá os custos de frete, já que infelizmente estou super-hiper-mega falida.

3. Pessoas de qualquer Estado ou até de fora do país podem participar, desde que concordem com o item 2.

4. O vencedor será anunciado aqui mesmo no dia 04/5! Depois da divulgação do resultado, enviarei o livro ao vencedor em até 30 dias.

Leu as regrinhas aí em cima? Concorda com tudo? Então participe e boa sorte!

Resenhas de Janeiro

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É com muita alegria que trago hoje, no último dia do mês, as primeiras resenhas do Projeto 12 Livros em 12 Meses.
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A Ciranda das Mulheres Sábias (Clarissa Pinkola Estés), por Sonia
A Garota Americana (Meg Cabot), por Ana Elisa
A Lição Final (Randy Pausch), por Nay
Amor por Encomenda (Mary Taylor Burton), por Nade
Degredado em Santa Cruz (Sonia Sant'Anna), por Georgia
Dom Casmurro (Machado de Assis), por Thaysa
Gomorra (Saviano), por Elaine
Harry Potter e as Relíquias da Morte (J. K. Rowling), por Sarah
Mentes Perigosas: O Psicopata Mora ao Lado (Ana Beatriz B. Silva), por Ju
Minha Fama de Mau (Erasmo Carlos), por Renata
Mistério Sob as Águas (James W. Hall), por Bebel
Nice Girls Don’t Get Rich (Lois P. Frankel), por Angie
Nosso Último Verão (Ann Brashares), por Paulinha
Noturno (Guillermo del Toro e Chuck Hogan), por Babi
O Castelo de Vidro (Jeammette Walls), por Sarah
O Menino do Pijama Listrado (John Boyne), por Daniel
Para Sempre Alice (Lisa Genova), por Marta
Pollyanna (Eleanor H. Porter), por Raquel
Sua Resposta Vale um Bilhão (Vikas Swarup), por Bárbara
The Time Traveler's Wife (Audrey Niffenegger), por Bia
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Infelizmente nem todos (lista completa de participantes aqui) conseguiram concluir suas leituras desse mês, mas em compensação tive outras gratas surpresas, como por exemplo a participação de um jovem leitor de 10 anos de idade, o Daniel.
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Esteja você participando ou não da nossa aventura literária, dê uma olhada nas resenhas listadas acima, você encontrará ótimas dicas de leitura, em diferentes idiomas. Se possível, divulgue essa lista!
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Vamos agora às nossas leituras de fevereiro, no mesmo esquema.
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Ah, semana que vem, além de uma nova resenha, teremos a primeira promoção do Diário de Leituras, fique de olho!
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Enquanto houver luz

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Livro: Enquanto Houver Luz (While the Light Lasts and Other Stories)



Autor: Agatha Christie


Editora: Record




Minha terceira experiência com livros de contos da Agatha (as outras foram com “Os treze enigmas” e “A mina de ouro”), essa coletânea reúne nove contos bem diferentes uns dos outros.


O primeiro, “Casa dos sonhos”, é um tanto sombrio e trágico. Em “A atriz” a personagem-título prepara uma armadilha para manter afastado dela um chantagista. Um conto curto e bem objetivo. O próximo, “Tensão e morte”, um pouco mais longo, trata de traição e mais uma vez chantagem, com um final infeliz. Em seguir vem “Aventura natalina”, em que um crime acontece e é investigado pelo detetive belga Hercule Poirot. Em “O deus solitário”, um rapaz e uma moça completamente sozinhos no mundo desenvolvem um relacionamento após se conhecerem no Museu Britânico. A seguir, “O ouro de Man”, que entre todas as histórias citadas aqui é a que mais prende a atenção do leitor, mas sem grandes surpresas no seu desfecho. Em “Paredes que atormentam”, mais um triângulo amoroso com final triste. O oitavo conto, “O mistério do baú de Bagdá”, é uma típica história de Agatha. O último, que empresta o título ao livro, “Enquanto houver luz”, mistura o real e o imaginário. Cada conto é seguido pelo seu posfácio, com informações sobre a época e o contexto em que foi escrito.

Não há dúvida de que Agatha é muito habilidosa com as palavras, seja nos contos mais dramáticos e românticos ou nos policiais. Eu, porém, prefiro os romances de investigação e suspense – de preferência com Sir Poirot ou com a simpática Miss Marple – que a colocaram entre meus escritores preferidos.

Duas das citações que mais gostei:

“O orgulho está sempre disponível para mascarar nossos sentimentos... porém, não nos impede de senti-los.”

“...mas eu realmente acredito, mesmo assim, que significo algo de real para você. Ninguém fica zangado com as pessoas que nada significam.”



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Todas as estrelas do céu

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Esse post é super especial, pois além de trazer a resenha de um livro lindo, temos ainda uma super entrevista concedida gentilmente pelo seu autor para o Diário de Leituras.


Livro: Todas as Estrelas do Céu

Autor
: Enderson Rafael



Esta é uma doce história de amor temperada com doses de polêmica. Devo enfatizar que o autor foi corajoso ao abordar certos temas, mas ele contou com o apoio da sua própria experiência pessoal em alguns aspectos, como pode ser conferido na entrevista que acompanha a presente resenha.


Caroline e Leandro são irmãos. Ela é filha biológica de um simpático casal, e ele, adotado pelo mesmo. No início do livro, Carol rompe com o namorado e é consolada por Lê. Pela primeira vez, surge uma faísca diferente entre os dois, um carinho que transcende o fraternal.

A partir desse momento, nasce um grande amor entre eles. A princípio decidem se entregar ao relacionamento, mas logo começam a surgir os obstáculos, como a desaprovação de seus pais, que não aceitam a idéia de ver seus dois filhos como namorados e tentam a todo custo afastá-los.

A história se desenvolve de forma que é impossível parar de ler, pois a vontade de saber o que vai acontecer com Lê e Carol é grande.

Em determinada parte do livro, Caroline (que apesar da pouca idade é corajosa, tem iniciativa e personalidade!) escreve uma poesia inspirada em Leandro, em uma tentativa de se declarar a ele e talvez “organizar” seus sentimentos (se é que isso é possível). O tal poema, intitulado “Todas as estrelas do céu”, me lembrou outro, que adoro: “Via Láctea”, de Olavo Bilac.

Uma história que tem como base o romantismo e vale muito a pena ser lida. Diferente de todos os livros que já li, este ainda não foi publicado.

 


Entrevistando o Autor





Diário de Leituras: De onde você é e qual a sua formação?
Enderson Rafael: Nasci em Florianópolis, SC, em 1980, mas morei em Teresópolis, Região Serrana Fluminense, no Rio de Janeiro, e atualmente em São Paulo. Eu me graduei em Comunicação Social - Publicidade e Propaganda pela ESPM-Rio e trabalhei como redator publicitário por alguns anos, antes de me tornar comissário de voo, profissão que tenho hoje, e que de certa forma permitiu que eu voltasse a escrever.
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DL: Desde quando você escreve?
ER: Em 1998, escrevi minha primeira redação de ficção, pro colégio mesmo, e gostei do resultado. Naquele ano tentei escrever meu primeiro romance, (à mão!) mas acabou sendo só um protótipo, algo que me ensinou como domar um texto não com 20 linhas, mas com 20 mil palavras. Em 1999 escrevi o "Todas as estrelas do céu", minha primeira de seis obras, para a qual estou procurando uma editora desde então. Neste meio tempo, além de dois roteiros de longa-metragem, um ensaio e mais um romance, foi publicado "Propaganda e Marketing para vestibulandos, calouros, curiosos e simpatizantes", da Ed. Novas Idéias, atual 2AB, em 2007, e diversos artigos em jornais e sites especializados de Propaganda. Eu perco o fio da meada falando, por isso a escrita me cai bem, me dá tempo de organizar as ideias quando quero expressar algo.
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DL: Como surgiu a idéia para o livro "Todas as estrelas do céu"?
ER: Bom, eu queria muito escrever um livro fazia tempo, e tinha que ser uma história de amor romântico, bem como eu sempre fui. Então, um belo dia, pouco antes de eu fazer 19 anos, me passou pela cabeça o seguinte pensamento. "Se eu tivesse uma irmã adotiva com tudo de físico e psicológico capaz de me atrair em uma guria, por que eu não poderia me apaixonar?" Como sou adotado, me senti preparado para escrever sobre Leandro e Carol sem medo de errar. Acho até que minha escrita melhorou muitíssimo depois disso, e hoje meu estilo é muito melhor que naquela época, mas se meu último romance - ainda inédito - é maravilhoso na forma, "Todas as estrelas do céu" é impecável no conteúdo. Dificilmente voltarei a achar um assunto tão incrível. Mas essa é minha opinião, claro, e eles, os livros, são "meus filhos", né, tem que dar um desconto hahahaha
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DL: Você se identifica com algum dos seus personagens? Eles são inspirados em alguém ou são totalmente inventados?
ER: Muita gente acha, no "Todas as estrelas do céu", que sou o Leandro. Fisicamente sim, concordo, embora ele seja provavelmente mais bonito que eu! hahaha. Mas a Carol, sem dúvida, é meu equivalente nesse romance em especial. Muitos personagens são inspirados fisicamente em gente que existe, outros são uma invenção vaga, outros são homenagens descaradas a pessoas que eu gosto ou admiro. Psiquê, físico e mesmo nomes muito comunmente encontram paralelo na vida real, ainda que nem sempre. No "Todas as estrelas do céu", especificamente, dos meus pais, os pais de Lê e Carol só roubaram a casa e a profissão, mais nada! Eu tive os melhores pais do mundo, fui realmente sortudo, e não imagino como eles reagiriam numa situação como a do livro. Talvez pensassem parecido, mas é certo que agiriam de maneira completamente diferente. Não sei, nunca perguntei a eles, embora tenham lido o livro. Você me deu uma boa ideia! hahaha
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DL: Como é o seu processo de escrever? Tem um horário ou local certo para isso?
ER: Pelo menos por enquanto, e por um bom tempo ainda, creio eu, minha profissão "oficial" me toma muito tempo. Dedico 22 dias por mês a ela, e com isso, mais família, namorada, amigos, sobra pouco tempo para escrever.

Curiosamente, no entanto, o lugar onde mais gosto de escrever é no meu ambiente de trabalho, mas só posso fazê-lo quando não estou trabalhando. É bem comum eu escrever nos hotéis - onde passo mais da metade das noites do mês, América do Sul afora, mas já escrevi no ônibus indo pra Teresópolis, e muito mais ainda na ponte aérea, entre Rio e São Paulo. Adoro escrever quando estou voando de passageiro, a mesinha aberta com o notebook em cima, a janelinha entreaberta, as nuvens lá embaixo, amo!

Bom, mas não vivo disso - ainda que o "Propaganda e Marketing para vestibulandos, calouros, curiosos e simpatizantes" esteja perto do final da primeira edição, para se viver de escrever livros no Brasil é preciso vender dezenas, centenas de milhares de exemplares, e essa cifra é muito difícil de atingir num país que lê pouco como o nosso, ainda que não seja impossível. Dei sorte de nascer sabendo escrever para agradar os outros, então meus livros são sempre bem comerciais, e tenho grande confiança que com uma boa divulgação e uma editora bem estruturada por trás, eu possa um dia viver disso sim e poder desenvolver meu cantinho e meu horário para escrever, num lugar bem sossegado, longe da cidade grande. E aumentar minha produtividade, claro.
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DL: Quais você acredita serem seus pontos fortes e pontos fracos em relação à escrita?
ER: Os fortes são provavelmente a sensibilidade, o amor por línguas, em especial a Portuguesa, o perfeccionismo e minha predileção por dar destaque aos cenários, algo que, penso, torna a leitura mais agradável e rica, pois as pessoas lêem e se identificam com aquele lugar, quando passam por lá ou vêem na televisão, algo assim. Pontos fracos são difíceis de dizer, pois na medida que os identifico, tento miná-los. Mas é claro que minha juventude joga contra, pois sou muito imaturo ainda e tenho muito que aprender da vida. Sem dúvida serei muito melhor autor aos 60, 70 anos, do que sou hoje. E tenho um grande desafio pela frente - que de certa forma é enfrentar o que considero um ponto fraco meu: escrever sobre realidades diferentes da minha. No meu último romance, me aventurei um pouquinho aí, e acho que deu certo. No próximo, serei mais corajoso.
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DL: O que você está lendo no momento?
ER: Estou lendo apaixonadamente as últimas páginas de "Contato", o único romance de Carl Sagan do qual tenho notícia - e que virou filme com a Jodie Foster em 1997. É um romance, ficção-científica. Mas não daquelas improváveis, mas bem pé no chão e verossímil - outra coisa que considero ponto forte na minha escrita, a verossimilhança, a capacidade de parecer verdade mesmo quando não é, de ser plausível. Aliás, de Carl Sagan, recomendo muitíssimo todos os outros livros que já li. Ele foi um dos maiores divulgadores da Ciência de todos os tempos, e um grande astrônomo. "Pálido Ponto Azul" e "Bilhões e Bilhões", ambos publicados no Brasil pela Cia das Letras, destacam-se entre suas muitas obras.
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DL: Qual é seu autor e livro favoritos?
ER: A lista tinha tudo para ser gigante, se fosse justa. Mas para ser sucinto sem errar: na ficção eu fico com Chico Buarque (Budapeste) e José Saramago (As Intermitências da Morte). O Chico é um príncipe da prosa, domina a forma como tudo. Saramago é o rei, extrapola contos e ideias malucas com uma língua afiada, num português luso irresistível e nos delicia com uma história verdadeiramente surpreendente. Em não ficção, os mestres são muitos, Amyr Klink e Dawkins entre eles, mas fico com o professor Carl Sagan. Sua serenidade infinita apoiada em seu conhecimento extraordinário me arrancaram várias lágrimas já.
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DL: O que gosta de fazer nas horas de lazer?
ER: Ah, que vergonha... Jogar Flight Simulator! Pronto, falei! hahahaha Eu toco piano também, adoro, e um bom vinho com os amigos, a amada e a família são o melhor das horas de lazer. Viajar também, gosto muito. Mas quem faz os lugares são as pessoas, então...
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DL: Que conselhos você daria para quem quer escrever um livro?
ER: Comece. A vida é efêmera e não conhece os nossos planos. Já ganhar dinheiro com isso, vai do tipo de coisa que você escreve. Você tem que saber reconhecer se escreveu para você, para o seu TCC, para sua musa, ou para todo mundo. São casos distintos. mas quanto à efemeridade da vida, eu falei bem sério.


Enderson, muito obrigada pela entrevista e pelo livro!


Prestigie os escritores nacionais. Se você quer patrocinar a publicação deste livro, entre em contato com seu autor:

E-mail: livrotodasasestrelas@gmail.com
Twitter do Enderson: @endersonrafael
Twitter do livro: @todasasestrelas

* Essa seria minha leitura de fevereiro para o Projeto 12 Livros em 12 Meses, acabei lendo antes do previsto.
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Gostaria de conhecer os leitores do Diário de Leituras, clique aqui. E se você quer receber via e-mail as atualizações do Diário, clique aqui também.

Nosso último verão

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Livro: Nosso Último Verão


Autor: Ann Brashares

Editora: Objetiva

Ano: 2008
 
 
 
 
Ann Brashares é uma escritora estadunidense, casada e mãe de três filhos. Por enquanto, escreveu seis livros, sendo quatro deles componentes da série Irmandade das Calças Viajantes, que deu origem ao filme Quatro Amigas e um Jeans Viajante, e tornou a autora conhecida. Já deu pra perceber que adoro seus livros?


A presente resenha trata de mais uma obra-prima de Ann, seu primeiro livro [definitivamente] adulto. “Nosso último verão” conta a história de duas irmãs, que moram na agitada Manhattan, mas cresceram passando todos os seus verões na litorânea Fire Island, junto ao seu amigo Paul.

A forte e destemida Riley é salva-vidas e a melhor amiga de Paul. Alice, de vinte e um anos, sua irmã mais nova, quer estudar Direito e tem uma grande admiração pela mais velha.

Desde o começo fica bem claro que Alice ama Paul, mas apesar de também ter sentimentos por ela, ele não admite, muitas vezes nem para si mesmo, camuflando seu amor, tentando escondê-lo ao tratá-la mal.

O trio de protagonistas precisa amadurecer e encarar certos medos quando a relação profunda que os une é abalada por uma tragédia. Como lidar com isso? Como superar? Seria possível seguir em frente? Seria possível perdoar uns aos outros e a si mesmos?

O livro foca na amizade inabalável entre Riley e Paul, no conturbado relacionamento deste com Alice, na união incondicional das duas irmãs e na dinâmica dos três quando estão juntos. Os personagens são muito bem construídos, e apesar de me identificar mais com Alice, é impossível não se encantar pela “pequena grande mulher” Riley.

Esta é uma história sobre amizade, amor e superação. Foi o responsável por me arrancar algumas lágrimas em determinados momentos. Uma ótima forma de começar a lista de leituras desse ano. Recomendadíssimo!



* Meus sinceros agradecimentos à Mariana, da Ed. Objetiva, minha primeira parceira.

* Essa foi a minha leitura desse mês para o Projeto 12 Livros em 12 Meses. E aguarde, no finalzinho de janeiro farei um post com todas as resenhas do primeiro mês do ano dos participantes do Projeto. Será um post recheado com ótimas dicas de livros!

* Visite também o Canetas Coloridas e o The One With The Quotes.
 

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